Atenção à Saúde Mental de Crianças e Adolescentes em Florianópolis: em que pé estamos???

O Coletivo Pira convida para um novo encontro de formação, agora em torno do tema do atendimento de crianças e adolescentes na rede de saúde mental.

O título do encontro é apresentado em forma de pergunta para propor algumas reflexões: o que se oferece como estratégia de atendimento? Qual a política que orienta os serviços e dispositivos de atendimento de crianças e adolescentes? O que é necessário para que a rede municipal de Florianópolis tenha suprida suas necessidades nessa área? O que podemos fazer para avançarmos na constituição de uma rede de atendimento?

Convidamos também para o debate:

Dra. Brigitte R. de Souza May, juíza da Vara da Infancia e Juventude;

Psicologa Christina de Salles Juchem, psicologa clínica;

Marcelo Preto, presidente da Associação de Pais e Amigos do CAPSi de Florianópolis.

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Para aquecer, deixamos como sugestão de leitura, dois links:

http://www.clinicaps.com.br/clinicaps_pdf/Rev_07/Revista%207%20art%205.pdf

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/caminhos_infantojuv.pdf

Então até dia 24!

Convide seus colegas, ajude a divulgar!

Abraços Antimanicomiais!

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18 de maio – Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

No Brasil o dia 18 de maio é marcado como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial. A data foi escolhida para representar o processo de luta pela efetivação de um modelo de atenção que supere os ultrapassados modelos manicomiais, de isolamento, punição e desumanização, do qual fazem parte profissionais de saúde mental, familiares, usuários e militantes. Foi no II Congresso Nacional de Trabalhadores em Saúde Mental, em 1987, na cidade de Bauru em São Paulo, que nasceu o Movimento Antimanicomial, a partir de uma manifestação pública pelo fim dos manicômios.

Este ano, o tema de uma das campanhas é: “Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”. Parece um grito de guerra!

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Cartaz produzido pelo CFP junto ao RENILA.

O Coletivo Pira – Produção Integrada de Resistência Antimanicomial, enquanto segmento do Movimento Antimanicomial de Florianópolis, entende que é por meio do trabalho conjunto que podemos continuar esta luta. Diariamente vemos, ouvimos e vivenciamos situações que representam um retrocesso ao modelo da Reforma Psiquiátrica: nos municípios em que os CAPS trabalham isoladamente – com pouquíssimos recursos da rede de atenção psicossocial disponíveis; com a desenfreada política de internações compulsórias assujeitando cada vez mais os usuários de drogas; com as comunidades terapêuticas sendo legitimadas – e financiadas – pelo poder público, etc.

Sabemos que em muito já avançamos na conquista pelos serviços substitutivos aos manicômios, a começar pela aprovação da Lei Paulo Delgado (nº 10.216) – que vem legitimar a Reforma Psiquiátrica. Mas os desafios são muitos, a aprovação da lei não garante que os serviços sejam de qualidade, a garantia dos direitos dos usuários de saúde mental se faz no cotidiano dos trabalhadores, dos usuários e dos familiares. Esses serviços estão em disputa constantemente: Se o Movimento Antimanicomial parar, o manicomial avança!

 Diante de tantos desafios, o Coletivo Pira escolheu um tema para debater na semana do Dia Nacional da Luta Antimanicomial: o uso da internação compulsória como principal dispositivo de tratamento aos usuários de álcool e outras drogas, o que tem como finalidade colocá-los em instituições fechadas, algumas de caráter privado e religioso, como as comunidades terapêuticas.

O Coletivo PIRA defende a Reforma Psiquiátrica!!! Enquanto houver opressão, enquanto as instituições de isolamento existirem, enquanto não houver uma rede que possa trabalhar de maneira articulada, estaremos ativos, lutando para que os usuários tenham seus direitos garantidos!

Fique por dentro, compareça, participe! 

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Evento em comemoração ao dia 18 de maio.

O quê: Debate – Internações compulsórias: outras opiniões.

Quando: 14/05/2013, 18h30

Onde: Auditório do CFH – UFSC

Convidados:

– Prof. Dra. Daniela Ribeiro Schneider
(Professora do Departamento de Psicologia da UFSC, atua nas seguintes áreas: tratamento e prevenção psicológica, dependência de álcool e outras drogas, Programas de Prevenção e Serviços de Saúde que atendem usuários de drogas, Saúde Mental e Psicologia Existencialista);

– Marcelo Brandt Fialho, Psiquiatra do CAPS II – Ponta do Coral. 
(Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especialista em Psiquiatria pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Saúde Pública pela Universidade Estadual do Ceará. Mestre em Saúde Pública pela Universidade Estadual do Ceará).

 Abraços Antimanicomiais e até lá!!!

Apresentação de relatório da Comissão de Saúde Mental do Conselho Municipal de Saúde

No dia 03 de abril de 2012, representantes do Coletivo PIRA! (Produção Integrada de Resistência Antimanicomial) apresentaram ao Conselho Municipal de Saúde de Florianópolis (CMS) uma série de denúncias com relação ao funcionamento do CAPS II Ponta do Coral, apontadas principalmente pelos usuários do serviço. Naquela ocasião, foi solicitada a intervenção do CMS na unidade de saúde, devido ao grave teor das denúncias, que perpassavam pela garantia dos direitos humanos dos usuários do CAPS II Ponta do Coral.

Após o acolhimento das denúncias pela plenária e a apreciação da Câmara Técnica, ficou estabelecido que a Comissão de Saúde Mental do Conselho Municipal de Saúde deveria apurar tais denúncias e produzir um relatório de avaliação a partir dos dados levantados.

A Comissão de Saúde Mental foi composta por dois Conselheiros Efetivos, uma representante da UFSC, um representante do Conselho Municipal de Assistência Social e dois representantes da gestão municipal. Este grupo dedicou-se à produção do relatório, realizando reuniões com os três segmentos responsáveis pela existência e funcionamento do serviço: usuários, técnicos e gestores.

Com as informações e os relatos obtidos, além da consulta as diretrizes técnicas do Ministério da Saúde acerca da atuação no Campo da Saúde Mental e da Atenção Psicossocial, a comissão concluiu seu relatório que será finalmente apresentado à população. A apresentação será na próxima terça, dia 26/03/2013, a partir das 13h30, no auditório da Unidade Básica de Saúde da Trindade.

Oficina de Teatro do CAPS II Ponta do Coral em apresentação na UFSC

Oficina de Teatro do CAPS II Ponta do Coral em apresentação na UFSC

Parabéns ao Coletivo PIRA e aos usuários do CAPS II Ponta do Coral pela mobilização!
Esperamos que as condições e a garantia dos serviços melhorem.

Saudações Antimanicomiais,
Coletivo PIRA

(Re)Encontro do Coletivo PIRA: Troca de ideias e Planejamento 2013

Na próxima quinta, dia 28/02, a partir das 17h30 na UFSC, o Coletivo PIRA fará seu encontro de planejamento para o primeiro semestre de 2013. Discutiremos os antigos e novos rumos que o grupo vai traçar, novas atividades, eventos, movimentos e muito mais.

Evento no facebook: clique aqui.

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Saudações antimanicomiais,
Coletivo PIRA

Retorno das atividades em 2013

O Coletivo PIRA retomará suas atividades nesse mês de fevereiro. Porque o Movimento Antimanicomial não pode parar!

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Próximas atividades:

Na próxima segunda 18/02/2013, haverá o Churrasco de Recepção aos novos estudantes de Saúde da UFSC, para todos se sentirem em CASA. Os Centros Acadêmicos da Saúde (CASA) estão organizando esse encontro que é uma ótima oportunidade para nos (re)vermos e confraternizarmos. Evento no facebook aqui.

Ainda nessa semana, nosso encontro para o Planejamento de 2013 do Coletivo PIRA será no dia 28 de fevereiro, horário a definir (possivelmente no final da tarde), na UFSC. Evento no facebook aqui.

Nossos contatos:

Facebook: Coletivo PIRA
E-mail: pirantimanicomial@gmail.com

O equívoco das internações involuntárias em São Paulo

Com amplo trabalho realizado com dependentes químicos, o psicanalista Antonio Lancetti* questiona a decisão do governo de São Paulo de implantar a internação involuntária para diminuir o número de usuários de drogas nas ruas.

Texto originalmente publicado em Revista Brasileiros (clique aqui)

Foto de Rafael Vilela

Foto de Rafael Vilela

Por que o Governo do Estado decidiu justamente agora deflagrar novamente uma caçada aos usuários de crack do centro de São Paulo?

Por que agora depois do fracasso de um ano de prisões, internações involuntárias e voluntárias por “convencimento obrigatório”- isto é, pessoas que assinaram sua internação para não serem indiciadas como traficantes, pois a lei não especifica qual a quantidade que diferencia usuário de traficante?

Por que justamente agora que o governo municipal está iniciando uma nova gestão redeflagram uma guerra contra os drogados pobres e miseráveis da cidade?

Por que reiniciar outra guerra urbana depois da malsucedida guerra contra o “crime organizado” que resultou na morte de tantos inocentes?

É absolutamente certo que em determinadas situações extremas é necessário internar uma pessoa como medida de proteção, quando se conhece a pessoa, sua história e se tem construído um vínculo de confiança, mas isto deve ser uma exceção e não uma regra. As internações feitas no atacado além de constituir um flagrante desrespeito aos direitos humanos são ineficazes pelas seguintes razões:

– Nas cidades onde não há repressão policial como em São Paulo, os usuários são muito mais fáceis de aceder e tratar e não acendem, como aqui, os cachimbos na cara de qualquer um. Escondem-se para fumar. Ainda respeitam cuidadores e autoridades.

– A quase totalidade de pessoas internadas involuntariamente quando encaminhadas às Unidades de Acolhimento Provisório (em São Paulo tem várias delas destinadas a dar um tempo de seis meses para as pessoas organizem suas vidas) não conseguiram ficar por mais de alguns dias e não aderem a qualquer tratamento, eles dizem: “passei seis meses rezando, já paguei, agora já posso usar”. A maioria dos usuários da cracolândia já foi internada.

– É muito deprimente para médicos, enfermeiros e agentes de saúde que com tanta dedicação conseguem começar a tratar de suas infecções, de suas doenças sexualmente transmissíveis ficarem sabendo que a polícia e a Guarda Municipal nos famosos “rapas” lhes tomam as mochilas com os documentos e os antibióticos ou antivirais. Na prática a ação policial só atrapalhou a ação da saúde.

– Na prática, quando se interna alguém com sérias dificuldades de saúde os funcionários de hospitais públicos têm muita resistência e expressam rejeição tanto de pacientes como de agentes de saúde e enfermeiros que os acompanham. É preciso capacitar esses técnicos para essa difícil tarefa.

– Os funcionários das unidades de saúde da periferia de São Paulo hoje se vem obrigados a lidar com o fenômeno de novas concentrações de usuários de crack. Eles se espalharam pela cidade e se tornaram mais arredios.

Nos EUA foram presas milhões de pessoas e não conseguiram exterminar o consumo dessa droga para pobres. Enquanto a droga é proibida o mercado negro torna-se incontrolável. Nenhuma droga adulterada sumiu do mercado por proibição, algumas foram substituídas por outras como aqui a cocaína injetável pelo crack.

Pensemos: como o crack pode ser considerado uma epidemia se a substância é inerte? Quem paga o advogado da centena de pessoas que esta presa? A que se dedicarão quando saírem daqui a alguns anos da prisão?

A que lugares essas pessoas serão conduzidas? Quem ler estas linhas tem ideia dos locais onde essas pessoas passarão meses de suas vidas?

Por que insistir com ações desintegradas e não realizar uma ação conjunta com as novas autoridades municipais?

No Brasil inteiro estão ocorrendo capacitações de policiais para atuarem em parceria com as redes de saúde e assistência. Por que São Paulo não quer aprender?

Não se pode resolver com medidas simplistas problemas tão complexos. E é por isso que os municípios que adotaram a Redução de Danos e estão criando suas redes de Consultórios na Rua, leitos para desintoxicação em hospitais gerais, UPAS para pacientes graves, Centros de Atendimento Psicossociais CAPS A D (Alcool e outras drogas) de funcionamento durante as 24 horas do dia, casas para reorganizar a reabilitação e a vida com trabalho, moradia, relação com a família e a comunidade, estão avançando. É preciso conhecer o sério e belo trabalho de São Bernardo do Campo.

Pode ser que desde o ponto de vista do marketing a operação seja, por pouco tempo, um sucesso, mas ela vai dificultar o trabalho sanitário e corremos o risco de ser penalizados mundialmente.

*Psicanalista, autor de Clínica Peripatética (Editora Hucitec)

Coletivo PIRA no Colégio de Aplicação da UFSC

Nessa semana, o Coletivo PIRA está conversando sobre a loucura e as possibilidades de atenção à Saúde com as turmas do 2º ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação da UFSC.

Nas disciplinas relacionadas à Português e Literatura, as turmas estavam lendo a obra O Alienista de Machado de Assis. As professoras nos convidaram para fazermos uma parceria e apresentarmos um pouco sobre o trabalho do Coletivo PIRA, a Luta Antimanicomial e questões sobre a loucura.

Eles também viram o filme O Bicho de Sete Cabeças:

Para nós, tem sido uma excelente oportunidade de aprendermos e termos contato com outras realidades. Estamos abertos para criarmos novas alianças e discutirmos sobre a Reforma Psiquiátrica e a sua efetivação em diferentes contextos!

Nosso contato é: pirantimanicomial@gmail.com ou no Facebook.

Saudações Antimanicomiais,
Coletivo PIRA